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16 fevereiro 2015

As 50 sombras de tédio...



Como não consegui chegar ao fim do livro,a minha opinião aqui é apenas sobre o que vi no cinema.
Independentemente de ter lido a escritora  E.L. James  - o filme para mim é mau . E não tem nada a ver com a interpretação contida e desajeitada das cenas de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) .
 A situação é muito pior.
 Já deveria esperar isso,sendo baseado num folhetim, mas a curiosidade matou o gato e ver o fenómeno que toda a gente comenta e que vendeu  milhões de livros pelo mundo me convenceu!
 Das 50 prometidas só encontrei duas sombras : tédio e  auto-piedade. As outras 48  prometidas no título estão faltando na versão para o cinema. Quem leu o livro pode me dizer se estão por lá...
Há um momento em que o filme quase se transforma num episódio de Lei e Ordem com a explicação  do contrato...chatooooooo!

No filme, Christian Grey surge como um perseguidor assustador , invejoso e egoísta, beira realmente a violência doméstica.Sendo supostamente uma historia entre duas pessoas,o minimo que eu esperava era que houvesse química entre os personagens,sabe tipo aquela entre Meg Ryan e Billy Cristal?Vejam a cena:

Os clichés e estereótipos não me permitiram entrar no filme e me identificar.Ri bastante,do filme e não com o filme...triste demais.Um cenário muito estilizado de ambientes  perfeitos que parece saído de um departamento de marketing de uma loja de luxo e onde a construção das personagens não é sólida.

O filme termina com a indicação de uma sequela.
 Mais tortura? Para o corpo de Anastasia ou para os nossos olhos?
Certamente iremos precisar nós também de uma venda.Muita gente como eu provavelmente vai ver o filme por curiosidade. Não creio que alguém saia de casa achando que vai ser um bom filme. Não é. Na verdade, não há nenhuma sombra que consiga esconder o fato de que este é um dos piores filmes do ano.

15 fevereiro 2015

Whiplash -Um filme com alma



Ontem,dia dos namorados, estava sozinha. Meu namorado estava trabalhando rumo ao outro lado do atlântico e eu ia ao cinema (sem grande vontade, pois detesto ir ver um filme que a partida não me fascina) ver as tão famosas sombras de Grey. Com a mais absoluta preguiça para sair, vem meu lindo filho, que vocês já sabem que não mora mais aqui em casa(podem clicar AQUI para ler sobre essa mudança) e me desafia para ver um filme com ele. Qual a mãe em pleno juízo que não teria trocado a saída?
Ele viu pela segunda vez para me fazer companhia (é um fofo não é?) o maravilhoso WHIPLASH

A fabulosa interpretação do professor condutor da banda é algo de sensacional. Ele  é quase um psicopata. Exige a mais absoluta e total  perfeição dos alunos com métodos no mínimo questionáveis. Humilhação, provocações homofóbicas, abuso psicológico. O ator consegue ao mesmo tempo ser sádico e ter um lado charmoso e sarcástico. Em nenhum momento do filme deixei de amar odia-lo! O filme para mim é dele! O aluno, passa uma mistura perfeita de arrogância e insegurança.Apesar da musica do filme ser maravilhosa, não é um filme sobre jazz é sobre talento e resiliência. Acabei pensando em duas coisas, os fins justificam os meios? E até onde o ser humano precisa ir para alcançar a grandeza?
Nomeado para 5 oscars incluindo ator secundário para o JK Simons.
Depois do filme, ainda começamos a ver o Birdman, mas achei o começo meio chato, provavelmente por ainda ter toda a adrenalina do filme anterior.Hoje recomeço pois adoro o Michael Keaton!


21 agosto 2014

Lucy - Um filme a não perder




Um filme em vários tempos. 
Como juntar a ponto de fazer sentido questões tão diferentes num mesmo filme? Sendo bom como Luc Besson é.
Para quem já viu os filmes de Luc Besson, sabe que ele é genial,basta ver O Último Combate, Léon o Profissional,“La Femme Nikita”,e o mais otimista e meu favorito O Quinto Elemento.


A mim,ele voltou a maravilhar. No inicio temos um filme de acção, com armas, sangue e artes marciais, em que uma  americana  é  apanhada por uma máfia chinesa para ser transporte de droga para a Europa. E quando menos esperamos estamos a pensar nos mistérios do universo e da existência humana em pleno cinema.

Sabe quando você está no cinema e começa a pensar na lista do supermercado,nas lojas que quer ir quando o filme acabar,ou o que vai fazer para o jantar? Com esse filme não dá.Fiquei presa na cadeira e no filme!
Lucy levanta questões filosóficas, físicas e metafísicas que englobam em simultâneo o conceito de tempo,Darwin e a fragilidade da matemática.

Há algumas falhas,como ela pode de repente passar a entender de medicina,ou como ela aprende a dirigir sem nunca ter tido uma aula? Mas a emocionante cena do telefonema com a mãe ao telefone em que ela mostra acesso a todas as memórias ,chega a emocionar. 


Fiquei com a seguinte questão,até que ponto o conhecimento é poder ou melhor, até que ponto  o conhecimento pode ser uma vantagem?Lucy é um daqueles filmes “ame ou odeie” e eu amei.